O novo livro que escrevi com professores do Babson College “Como conseguir investimentos para o seu negócio” ainda está em fase final de acabamento para ser lançado, mas a seguir apresento uma pequena prévia do que se trata e como abordamos o assunto para a realidade brasileira. Espero que gostem…
O Brasil é um país de oportunidades. O sonho de muitos brasileiros é o de ser dono do próprio nariz, ter autonomia, construir sua riqueza com o próprio esforço. O empreendedorismo muitas vezes é o caminho que leva as pessoas a esse sonho. O nível de atividade empreendedora no Brasil é um dos dez maiores do mundo. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor 13 em cada cem brasileiros adultos estão envolvidos com o empreendedorismo do negócio próprio. Mas essa estatística é ilusória, pois existem diferentes tipos de empreendimento e muitos dos brasileiros infelizmente se envolvem com o negócio próprio por falta de opção, por necessidade.
Mesmo aqueles que identificaram uma oportunidade podem ainda ser classificados em várias categorias. Indivíduos como Antonio Ermirio de Moraes e Samuel Klein fazem parte de um seleto grupo aonde também se encontram Bill Gates, Arthur Blank (Home Depot) e Michael Dell (Dell Computer). Um grupo de empreendedores que criaram empresas que não apenas se tornaram referência no mercado, mas também mudaram o modo como vivemos, trabalhamos e compramos! Na outra ponta do espectro estão as famílias proprietárias do mercadinho da esquina ou do disque pizza local. E existem todas as empresas entre esses dois extremos. Descrevemos esses tipos de empreendimentos como empresas de base e empreendimentos de grande potencial.
Que tipo de empreendedor você é? Mais importante: que tipo gostaria de ser?
Ao longo de nossas carreiras como empreendedores e educadores, vimos muitas empresas permanecerem pequenas embora aspirassem maior receita e mais riqueza. Na verdade, a maioria das empresas que funcionam no Brasil ou mesmo nos Estados Unidos hoje pode ser considerada “pequena”.
As mais de 5 milhões de micro e pequenas empresas do país correspondem a 99% do total de empresas constituídas no Brasil. Muitas dessas empresas — que normalmente empregam menos de dez pessoas — não carecem de demanda da clientela ou de talento empresarial, mas não conseguem ultrapassar a barreira de $1-$5 milhões em vendas. Muitas outras que crescem até $10–$20 milhões ficam estagnadas. Então, por que essas empresas não conseguem se expandir e alcançar a visão de seu fundador? Descobrimos que elas cometem quatro erros principais:
1. Elas não pensam grande o suficiente em termos da oportunidade e da equipe necessária para explorar essa oportunidade.
2. Elas gastam muito tempo e esforço procurando os recursos errados com as pessoas erradas. Fechar o acordo certo com os investidores certos traz um dinheiro inteligente para uma empresa e lhe dá maiores chances de crescer.
3. Elas não insuflam um pensamento empreendedor na equipe. Muitos empreendedores de pequenas empresas lutam bravamente para aprender a arte da delegação. Mas descobrimos que alguns empreendedores não fazem o vínculo entre aumentar a oportunidade e aumentar a equipe. Eles tendem a pensar que podem expandir sua capacidade pessoal para atender às necessidades da oportunidade. Normalmente, acabam cansados e frustrados.
4. Elas não pensam em termos da estratégia de colheita. A maioria dos empreendedores começa com uma visão — uma perspectiva de como criarão uma empresa ótima e próspera —, mas a perdem de vista enquanto lutam para apagar os incêndios que surgem diariamente.
A meta deste novo livro é ajudar os proprietários de pequenas empresas a retomarem suas raízes empreendedoras, guiá-los através do pensamento problemático da pequena empresa e ajudá-los a criar uma mentalidade de geração de riqueza. O empreendedorismo começa com a oportunidade, então pediremos que você reavalie sua empresa e seus instintos. A realidade é que muitas das mais de 5 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras estão subvalorizadas porque não conseguiram atingir todo seu potencial.












