O que precisa ser feito pelas empresas já estabelecidas para manterem o crescimento sustentável de seus negócios, identificarem novas oportunidades e continuar à frente da concorrência? Este é o dilema que a maioria das empresas enfrenta neste exato momento. A resposta: uma visão empreendedora com foco na sistematização da inovação. Porém, implementar e praticar uma visão empreendedora não é tão simples e nem tão fácil.
Se analisarmos o histórico recente das técnicas de gestão que têm sido implementadas pelas empresas nos últimos quinze anos não é difícil de identificar diferenças claras entre o foco adotado nos anos 90 e o que se busca atualmente. Naquele momento, as empresas encontravam-se, em grande parte, com bastante espaço para redução de custos e, assim, implementaram várias ações para eliminar desperdícios e otimizar seus processos e a estrutura organizacional. Foi o momento áureo da reengenharia, da terceirização e do downsizing. Algumas empresas que implementaram estas ações conseguiram reduções drásticas de custo no curto prazo, mas não conseguiram manter este desempenho de forma contínua, o que já era esperado.
Porém, o dilema do crescimento sempre existiu e continuou a pressionar tais organizações por resultados mais convincentes. Revisões nos processos e implementação maciça de tecnologia via sistemas de gestão foi a nova tendência. Surgiram então os benchmarking de cada setor. Quem não seguiu estas regras ou tendências, ficou pelo caminho.
Mas, e agora? Qual o caminho a seguir?
Se prestarmos atenção, poderemos observar que o foco em redução de custos não está mais em discussão, pelo contrário, é lição de casa. E ainda, os resultados que serão obtidos com foco em redução de custos não cumprirão as metas de crescimento das organizações. Há uma necessidade evidente de se aumentar as fontes de receita via novos produtos, entrada em novos mercados ou ambos. Isso não é simples, pois exige da organização um planejamento de longo prazo com previsão de lançamentos periódicos, sem esquecer da concorrência e da busca de resultados de curto prazo que, afinal, sustentam a organização.
Simplesmente entrar em novos mercados ou lançar novos produtos não basta. É preciso que isto ocorra de forma inovadora. Inovação é a palavra do momento. Empresas que não priorizarem a inovação em seu modelo de negócios não conseguirão sobreviver no longo prazo. E como fazer com que a inovação se torne sistêmica, sempre presente nas organizações? Através da implementação do empreendedorismo corporativo, uma opção estratégica que deve ser abraçada pela alta gestão e disseminada por toda a empresa. Os empreendedores corporativos são os responsáveis por identificar as grandes oportunidades no mercado e preparar a empresa para capitalizar sobre elas. Para isso, a organização precisa preparar o “pano de fundo”, criando as condições necessárias para que todos empreendam, em todos os níveis. Isto ocorre a partir de uma visão de negócios alicerçada em valores bem definidos e que priorizem o trabalho em equipe e a meritocracia. Há a necessidade de se institucionalizar o reconhecimento das pessoas quando estas contribuem com ações agregadoras. E ainda, que se recompensem estas pessoas, que haja mais tolerância a falhas e a aceitação do risco. Sem esta nova visão de negócios, sua empresa provavelmente não estará mais aqui para liderar os novos processos de mudança no seu mercado.












