24 de April, 2007

Será que nosso empreendedorismo melhorou?

Recentemente, navegando no site do Sebrae-SP encontrei uma notícia bastante interessante sobre o empreendedorismo brasileiro, que transcrevo a seguir. Trata-se de um comentário sobre o resultado mais recente do estudo anual realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor sobre a atividade empreendedora dos países.

“A grande novidade este ano é que pela primeira vez no Brasil o número de empreendedores estabelecidos (42 meses ou mais de atividade) é maior que o dos iniciantes (14,3 milhões contra 13,7 milhões). Estamos em 5º lugar no ranking de empreendedores estabelecidos (mesma colocação de 2005) e em 10º lugar no ranking de empreendedores iniciais (entre 3 meses e 42 meses), claro reflexo da melhoria do ambiente para as MPEs” (Sebrae-SP).

Será que realmente se trata de um claro reflexo da melhoria do ambiente para as MPEs ou trata-se de uma diminuição do ritmo das iniciativas empreendedoras no Brasil? Para aqueles que acompanham o estudo GEM desde 2000 não é difícil de perceber que realmente houve uma melhora nos números, haja vista a quantidade de empreendedores em atividade (iniciantes e estabelecidos) ser considerável e uma das maiores do mundo. Não há dúvidas também que o acesso à informação aumentou no Brasil e o empreendedor agora encontra mais auxílio para o desenvolvimento de suas atividades.

No entanto, eu gostaria de fazer uma pesquisa de opinião aqui no blog. Vocês acham que empreender hoje em dia é mais fácil ou mais difícil que no passado? Por passado, considerem pelo menos 20 anos atrás.

No meu próximo texto tratarei deste assunto em mais detalhes. Para os interessados em conhecer mais a respeito do estudo do GEM, acessem www.gemconsortium.org ou o site do Sebrae-SP: www.sebraesp.com.br.

É isso aí.

Categorias: [ Comportamento ] [ Geral ] [ Negócios ]

6 Comentários

  1. deranor gomes de oliveira - 24 de April, 2007 @ 9:07 pm

    Questão interessante essa do comparativo das dificuldades enfrentadas pelos empreendedores do passado e os atuais. Acredito que os empreendedores de hoje atuam em um ambiente muito mais rico de oportunidades e de criatividades, mesmo levando em consideração a evolução da competição pelas demandas surgidas e criadas. O ambiente atual permite uma mair mobilização e uma necessidade de inovação permanente.

  2. Vera Matilde R. P. Varanda - 26 de April, 2007 @ 8:10 pm

    Na decada de 80 tivemos varias medidas para melhorar a nossa economia, os planos mágicos. havia dificuldades, diferente o ambiente de hoje. Com um click você pode confirmar duvidas sobre um grande projeto que está desenvolvendo, ou compartilhar com outro companheiro esse projeto sem estar no mesmo local.É necessário ter talento e conhecimento. Desenvolver sua criatividade e ser visionário para alcançar objetivos do tamanho do mundo. A diferença mesmo está na velocidade em que as coisas acontecem.

  3. Bruno da Silva Sousa - 4 de May, 2007 @ 1:12 pm

    Se compararmos o ambiente de negócios há 20 anos e hoje, perceberemos que houve uma enorme evolução, digo isso em todos os aspectos, social, político, econômico, financeiro, comportamental, enfim a informação tornou-se mais acessível, mais difundida, ocasionando uma maior competitividade, e aumetando o riscos quanto a instabilidade nas empresas. Concluimos então que pela informação mais acessível tornou-se mais fácil empreender, porém,também tornou-se mais difícil a consecução e manutenção da eficincia e eficácia nos empreendimentos.

  4. SIDNEY SANTANA - 6 de May, 2007 @ 11:42 am

    É fato que nestes últimos três anos a cultura do empreendedorismo proliferou nas principais cidades do país e em decorrência disto as pessoas já não empreendem tanto por impulso, mas sim a partir de uma análise criteriosa do cenário e da oportunidade vislumbrada. Mas fundamentalmente o avanço do empreendedorismo de oportunidade no Brasil se consolidou porque as Universidades passaram a incluir em sua grade curricular a disciplina de empreendedorismo. Sou Professor Universitário e tenho observado aqueles alunos que possuem a ambição de iniciar um negócio próprio assimilam melhor o conhecimento e durante as aulas de elaboração de plano de negócio são os que possuem melhores propostas e dispõem de uma visão clara de onde desejam chegar. São estes poucos que se aventuram no mercado, suportados por uma bagagem obtida em sala de aula e sentem-se motivados para iniciar e levar a frente o seu projeto de vida empreendedor.
    Uma questão que gostaria de investigar melhor: “A melhoria das MPEs no Brasil tem como uma das causas o acesso do empreendedor a diversidade de cultura do empreendedorismo e também a qualidade do ensino nesta área?” Se esta for nossa realidade qual será o ranking ocupado pelo Brasil quando comparado com outros países neste foco?

  5. Marcos Castro da Silva - 6 de May, 2007 @ 11:46 pm

    O empreendedorismo deve ser a arma fatidica para o insucesso de várias empresas pois, já vem empregnado nos colaboradores que realmaente podemos chamar de PROFISSIONAIS. Vendo deste modo percebo que as empresas precisam cada vez mais investir no seu capital humano e ainda acho que esta tarefa deve ser repassada (terceirizada) isso deve trazer mais conforto para o empresariado e possivelmente abrirá caminho para novas soluções. Este profisional já vem com muitas qualidades em seu caráter, principalmente a ÉTICA e a FIDELIDADE empresarial e ele também sabe que o seu sálário não será seu principal meio de motivação e sim o seu reconhecimento pessoal e profissional, por isso eu sempre digo “A QUALIDADE ESTÁ EM CADA UM DE NÓS DE FORMA DIFERENTE”.

  6. Flávia Paixão - 8 de May, 2007 @ 8:34 am

    Foi muito prazero assistir à sua palestra no Fórum de Administração em Salvador. Pena que o
    tempo foi muito curto, mas gostaria que você ajadasse-me a esclarecer o
    conceito de empreendedorismo.Bem, vejo a palavra empreendedor mais como um
    adjetivo do que como um sinônimo da palavra empresário e acho que
    principalmente no Brasil existe uma disfunção desse conceito.Em 2005 a
    revista Carta Capital publicou o perfil do empreendedor brasileiro, este em
    sua maioria de baixa escolaridade e baixa empregabilidade, por outro lado
    Say deu ao empreendedor a concepção de alguém que inova e é agente de
    mudança. Diante disso , como citei no início, considero o emprendedorismo um
    adjetivo em que pode-se ser empregado tanto para um funcionário/empreendedor
    quanto para empresário/empreendedor e a meu ver poucos empresários
    brasileiros possuem essa qualidade.
    Um abraço.

Comentário

Dr. José Dornelas

Palestrante, consultor, autor de livros best-seller e professor nas principais escolas de negócios do país.

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