No mais recente estudo divulgado pelo GEM – Global Entrepreneurship Monitor, uma iniciativa liderada pelo Babson College (http://www.babson.edu/) que tem como objetivo medir a atividade empreendedora dos paÃses, os americanos despontam como os mais empreendedores do mundo, quando se analisam negócios de alto potencial, ou seja, de alta tecnologia e com base no conhecimento. De cada dez americanos, nove começam negócios com foco em grandes oportunidades inovadoras.
Não é nada surpreendente e a explicação parece simples quando analisamos o quanto aquele país incentiva o empreendedorismo. Mas aí você pode perguntar “E no Brasil, não temos tantas pessoas empreendendo por aqui também?” ou “o empreendedorismo não está cada vez mais em evidência por aqui?”. A resposta é Sim e Não. Calma… Não estou ficando maluco. É que nos EUA os empreendedores se destacam por iniciarem negócios com algum teor de inovação, buscando sempre se diferenciar da concorrência. Já no Brasil, tanto aqueles envolvidos na criação de algum negócio novo, como os que já estão administrando um negócio há algum tempo, não pensam da mesma forma. Aqui há muita gente envolvida com o próprio negócio, mas poucos focam oportunidades realmente inovadoras.
Os brasileiros ainda não perceberam que se não priorizarem a inovação dificilmente estarão à frente de seus negócios daqui a cinco anos. Não estou sendo pessimista, pois não se trata de acreditar ou não no potencial tupiniquim. Estou falando com base em dados e estatísticas. E contra dados fica difícil argumentar.
Mas o que seria um negócio inovador? É aquele negócio que oferece soluções diferenciadas ao seu mercado-alvo, de preferência criando barreiras de entrada para os concorrentes. Essas barreiras de entrada são conseguidas através de patentes, de acordos comerciais, adequação a legislações, dentre outras possibilidades.
Antes de partir para a iniciativa de criar mais um produto ou oferecer um novo serviço, pergunte-se: “o que estou fazendo de inovador?”. Se a resposta demorar a aparecer, repense o que pretende vender, conheça melhor o mercado e os concorrentes e defina uma estratégia de crescimento pautada na inovação.
Para aqueles céticos que ainda assim duvidam ou para aqueles que acham que estou falando apenas de empresas de tecnologia, leiam na íntegra o estudo divulgado do pelo GEM no site http://www.gemconsortium.org/. Acho que vão concordar comigo. É isso aí.
















