Esta semana estive novamente no MIT – Massachusetts Institute of Technology, localizado em Cambridge-MA, para acompanhar a 18ª. edição do Concurso Anual de Plano de Negócios do MIT. É o mais antigo e conceituado concurso de plano de negócios dos EUA e o prêmio, que anteriormente era de U$ 50mil, agora é de U$100mil para os vencedores. Trata-se de uma iniciativa de professores, empreendedores e ex-alunos do MIT, um dos principais centros de tecnologia dos EUA.
O prof. Joe Hadzima, empreendedor, ex-aluno do MIT e articulista de jornais e revistas nos EUA é o idealizador e o grande entusiasta do evento. Eu tive a oportunidade de conhecê-lo em 2002, quando acompanhei de perto pela primeira vez o concurso em todas as suas etapas. Como estou novamente em Boston resolvi fazer uma “visita” no último dia de seminários preparatórios ao concurso. É isso mesmo, mesmo que você não entenda nada de plano de negócios poderá participar do concurso e dos seminários preparatórios, em um total de 6 (seis) seções que tratam desde análise de oportunidade, inovação, análise de mercado, marketing e vendas, até propriedade intelectual.
No último dia um empreendedor que venceu o concurso em edições passadas apresenta seu testemunho aos mais de 300 atentos ouvintes. Entre outros assuntos ele trata dos erros e acertos pós-concurso. Isso ocorre porque com o prêmio os empreendedores (geralmente alunos de cursos de engenharia e ciências exatas) podem iniciar suas empresas com o auxílio de professores e consultores, bem como conseguir aporte extra de recursos de Capitalistas de Risco.
Na apresentação desta semana o empreendedor contou uma história incrível. Sua empresa recebeu vários aportes de capital de diversas companhias de capital de risco entre 1997 e 2001 (5 aportes), iniciando com U$1milhão, depois 4, então 5, 10, e finalmente U$47milhões. Porém, como o negócio não cresceu na velocidade esperada, acabou sendo adquirido por U$10milhões por uma outra empresa.
O empreendedor inicial e seus sócios terminaram com menos de 5% do capital acionário. E o pior: eles chegaram a ter mais de U$ 8milhões cada um e acabaram com quase nada. A história não tem o objetivo de desanimar, mas de alertar os empreendedores em negociação com capitalistas que nem sempre um aporte de capital é a solução de todos os problemas. Talvez a alternativa de crescer com as próprias pernas no início traga mais possibilidades de boas negociações em momentos futuros…
No mais, o concurso continua atraindo muita gente jovem, talentosa e inovadora. Pessoas que se inspiram em histórias bem-sucedidas e que andam pelos infinitos corredores do MIT esbarrando-se diariamente com vários prêmios Nobel e alguns dos mais brilhantes cérebros do planeta… É realmente um ambiente estimulante.
Na próxima semana haverá a feira de tecnologia do MIT e estarei lá para ver em primeira mão as inovações tecnológicas que farão parte do nosso dia-a-dia nos próximos anos.
É isso aí.
















