Artigos de: Comportamento
Será que você tem o perfil de um investidor anjo?
Eu tenho lecionado no MBA do IBMEC-SP e da USP desde 2002. E desde aquela época tenho incentivado meus alunos – gerentes, diretores e presidentes de grandes empresas – a pensar na alternativa de investir em novos negócios. Trata-se de uma opção cada vez mais interessante nos dias atuais, já que pode trazer um bom retorno no longo prazo.
O que leva as pessoas a empreenderem?
Em recente e abrangente estudo realizado pela American Express com empreendedores americanos em atividade a paixão foi considerada a principal motivação para empreender para 38% dos participantes. Outro destaque foi “inclinação natural para empreender” com 20%, ou seja, poucas pessoas consideram que têm o “algo” a mais desde cedo. E o mais importante: não é a busca pelo dinheiro a principal motivação…
Será que nosso empreendedorismo melhorou?
Recentemente, navegando no site do Sebrae-SP encontrei uma notícia bastante interessante sobre o empreendedorismo brasileiro, que transcrevo a seguir. Trata-se de um comentário sobre o resultado mais recente do estudo anual realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor sobre a atividade empreendedora dos países.
O mito do negócio criado na garagem
É muito comum ouvirmos histórias de negócios criados na garagem e que se tornaram grandes sucessos, transformando seus sócios em milionários. Mas será que não há muito romantismo nestas histórias? O que é mito e o que é realidade? Um novo livro recém lançado nos EUA procura desvendar este mistério. Em “Made to Stick”, ainda sem tradução para o Português, os autores e irmãos Dan Heath e Chip Heath argumentam que dificilmente negócios criados nas garagens chegariam ao sucesso e contrariam vários outros estudiosos do assunto, jogando um balde de água fria sobre a tese de que basta uma boa idéia, um empreendedor genial e o sucesso aparecerá.
Empreendedorismo Brasileiro para Gringo Ver
Nos próximos dias darei uma aula para alunos do MBA de Babson sobre o empreendedorismo no Brasil. Conversei com vários professores daqui para identificar a expectativa deles e a curiosidade dos alunos. É incrível como nosso país desperta a atenção dos americanos quando se fala em empreendedorismo. Isso se deve, obviamente, pelo tamanho do país, por ser um dos membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) etc. Mas o que mais chama a atenção deles, pelo menos nas conversas que tenho tido, é como poder identificar e desenvolver oportunidades no mercado brasileiro, ou seja, como empreender no Brasil.
Você não precisa estar em Massachusetts para inovar
Eu não visitava Boston desde 2003, quando apresentei um artigo sobre as incubadoras de empresas brasileiras na conferência de empreendedorismo de Babson. Naquele ano ainda havia muita discussão sobre as empresas pontocom e a indústria de software. Mas é impressionante como a região de Boston se desenvolve e a mobilidade existente entre as pessoas. Na década de 90 imperavam as empresas de tecnologia da informação e software. Agora, só se discute como capitalizar em oportunidades ligadas a biotecnologia e ciências da saúde. A indústria de capital de risco tem investido pesadamente nestas áreas, devido à grande expectativa de retorno que apresentam aos investidores.
Saia do lugar comum
Eu já comentei em outros textos que o empreendedor deve buscar a diferenciação para conquistar seu espaço no mercado. Infelizmente, em muitos casos esta regra continua sendo negligenciada. Um exemplo bem claro é o que ocorre com agências de viagens de turismo. A maioria não faz nada diferente, apresenta pacotes padrões aos clientes com o objetivo de otimizar recursos e ganhar escala. Em muitos aspectos esta abordagem não está errada. É a mais acertada quando o cliente busca, antes de tudo, um menor preço, e não se incomoda em obter serviços mais simples.
Empreendedor deve gostar do que faz ou fazer o que gosta?
Os empreendedores bem-sucedidos geralmente gostam do que fazem, dedicam-se de corpo e alma ao negócio e acabam por ser especialistas no seu setor. É a máxima que prega 99% de transpiração e 1% de inspiração. Isso é bem fácil de identificar, basta você olhar ao seu redor e notar como se comportam os empreendedores que você conhece e os quais você considera bem-sucedidos. Mas há exceções e precisamos entender que para termos mais chances de sucesso devemos gostar do que fazemos, mas nem sempre o sucesso vai aparecer porque optamos por fazer algo que gostamos e pronto. Confuso? Vou explicar melhor.
Como fazer a diferença
Eu costumo definir os empreendedores como aquelas pessoas que fazem a diferença, que não se contentam com a mesmice e procuram deixar sua marca, criando oportunidades e inovando em seus negócios. Você pode questionar a definição e afirmar que é extremamente subjetiva, pois fazer a diferença para uns não significa o mesmo para outros. Eu concordo e acho que realmente não é simples. Este tem sido um tema sobre o qual tenho me dedicado, em conjunto com alguns pesquisadores, em um estudo abrangente sobre o que pensa e como age o empreendedor de sucesso.
Porque os americanos são os mais empreendedores
No mais recente estudo divulgado pelo GEM - Global Entrepreneurship Monitor, uma iniciativa liderada pelo Babson College (http://www.babson.edu/) que tem como objetivo medir a atividade empreendedora dos paÃses, os americanos despontam como os mais empreendedores do mundo, quando se analisam negócios de alto potencial, ou seja, de alta tecnologia e com base no conhecimento. De cada dez americanos, nove começam negócios com foco em grandes oportunidades inovadoras.












